Psicologia, Psicanálise e Psiquiatria, qual a diferença?

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               Muitas pessoas ficam na dúvida de qual profissional procurar na hora em que surge um problema de cunho psicológico, psicossomático ou psicopatológico. Tentarei, de forma clara, explicar a diferença entre os três profissionais citados à cima.

 PSICÓLOGO:

                 A Psicologia, por ser uma ciência, está ligada ao estudo científico do pensamento e comportamento humano. Os Psicólogos analisam e trabalham a melhoria das relações dos seres humanos com o mundo e consigo mesmo (personalidade).

                Para os Psicólogos não é necessário que hajam patologias para se ter atendimento, podendo assim atuar em hospitais, escolas, empresas, na orientação de pais e profissionais norteando de forma geral para uma melhor forma de “levar a vida”.

                Tem como formação a Psicologia, curso de graduação que dura em média 5 anos, podendo exercer a profissão o profissional que, após formado, se credenciar no Conselho Federal de Psicologia.

                Alguém deve está se perguntando: Quando ou quem deve procurar um Psicólogo? Qualquer pessoa que perceba que suas atitudes estão atrapalhando o seu desenvolvimento além de pessoas com sintomas depressivos, de ansiedade, transtornos específicos e ainda quem busca o autoconhecimento.

                Dos vários métodos destacamos a terapia, reflexão, diálogo, jogos, testes além de trabalhos em grupo. E seguem algumas linhas de trabalho e estudo: Behaviorismo, Terapia Cognitivo-comportamental, Gestalt e Psicodrama.

 PSICANALISTA:

                 A Psicanálise não é considerada ciência, por isso não existe graduação na área e sim formação. É um método de observação, investigação e conhecimento de todo processo psíquico do ser humano. Com o propósito de analisar a mente(consciente, sub-consciente e inconsciente), o médico Sigmund Freud, Pai da Psicanálise, fundou a Escola de Análise da Mente, a Psicanálise.

                O Psicanalista atua de forma direta, mesmo parecendo subjetiva, na saúde mental, distúrbios emocionais, busca de qualidade de vida, autoconhecimento, ampliação de perspectivas e melhoria da relação da pessoa com o mundo.

                Depois de graduado, em qualquer área, o profissional interessado em ser Psicanalista entra para a Escola de Psicanálise por um período que varia de 3 à 5 anos, dependendo de cada Escola de formação, além de estudar a parte teórica o Psicanalista em formação precisa fazer análise pessoal( em média 200 sessões) e estágio supervisionado, sob a orientação de Psicanalista Tutor. Para atuar na área é necessário que o profissional esteja vinculado a alguma associação psicanalítica. No meu caso, faço parte da ABMP-DF – Associação Brasileira de Medicina Psicossomática do Distrito Federal.

                E quando devo procurar um psicanalista? A Psicanálise atua de forma profunda nos conflitos íntimos nos quais envolve angústia, traumas, distúrbios emocionais, autoconhecimento. Também é tratado por esse profissional as psicopatologias, os transtornos de personalidade, as depressões entre outras.

                O método utilizado pela Psicanálise é o investigativo, analítico. Existem inúmeros métodos, porém, todos passam pelo método Freudiano, aquele do DIVÃ, lembram? Embora tenha sido descoberto por Freud existem vária linhas a serem estudadas e muitos outros pensadores como LACAN, BION, WINNICOTT, MELANIE KLEIN etc.

 PSIQUIATRA:

                 A Psiquiatria é uma especialidade médica, onde esse profissional é habilitado para diagnosticar, medicar e tratar transtornos mentais, problemas (doenças) que mudam o comportamento pessoal e funcionamento orgânico.

                O Psiquiatra pode atuar em consultórios convencionais, hospitais e ainda escolher especializações como Psiquiatria infantil, da adolescência, geriátrica, podendo trabalhar em parceria com Psicólogos e Psicanalistas.

                Para se tornar Psiquiatra, além de cursar Medicina que dura em torno de 6 anos incluindo o estágio, o médico já graduado precisa fazer uma especialização em Psiquiatria que dura 3 anos. O Psiquiatra trata Transtornos de depressão e ansiedade, alimentares, T.O.C – Transtorno Obsessivo Compulsivo, Transtorno Bipolar de Humor, Esquizofrenia, Demência entre muitos outros.

                Na busca de diagnosticar o problema o Psiquiatra se baseia em sintomas e relatos dos pacientes, seguindo também o Manual de Diagnóstico e Estatística. Entre os três profissionais descritos o Psiquiatra é o único habilitado a prescrever medicamentos.

                Espero ter atingido o meu objetivo de sanar as dúvidas e estimular ao leitor a buscar uma melhoria para sua saúde mental.

 

Renata Salviano Araruna

CRPA 05609 -09-DF/BR

Psicanalista – Pedagoga – Terapeuta Floral

 

quarta 21 dezembro 2011 07:47


Psicanálise

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Durante muitas décadas a Psicanálise era vista como perda de tempo, como algo sem valor, assim como Freud, seu criador, era visto como louco.

Os tempos foram passando e a Psicanálise começou a quebrar tabus e conquistar o seu espaço provando o valor dos seus métodos terapêuticos (analítico). Hoje a importância de fazer análise entra na vida das pessoas como uma oportunidade de se libertar de fantasmas que, mesmo inconsciente, reduzem a qualidade de vida psíquica e, conseqüentemente, física.

Na análise, traumas e fixações inconscientes vêem a tona e o processo de cura se torna mais eficaz. Fazer análise não é apenas se conhecer, mais aprender a lidar com os “fantasmas da mente” e ter uma vida mais leve. Assim sendo é necessário que saibamos o que é a Psicanálise para quebrarmos ainda mais os rótulos de que só faz análise quem é louco e percebermos que fazer análise é qualidade de vida, pois mente sadia corpo sadio, porém uma mente adoecida deixa o corpo debilitado, adoecido e fraco.

Psicanálise é a ciência do inconsciente fundada por Sigmund Freud (1856-1939). É um método de investigação, que consiste em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, daquilo que vem do imaginário (sonhos, fantasias, delírios) de um sujeito.

É um método que baseia-se principalmente nas associações livres do sujeito, ou seja, a fala elaborada ou não, que são a garantia da validade da interpretação. A interpretação psicanalítica pode estender-se a produções humanas para as quais não se dispõe de associações livres. A psicanálise é um método psicoterápico (terapia analítica) baseado nesta investigação e especificado pela interpretação controlada da resistência, da transferência e do desejo. O emprego da psicanálise como sinônimo de tratamento psicanalítico está ligado a este sentido; exemplo: começar uma análise. E para que essa análise seja positiva é necessário que ocorra o que chamamos de transferência (deslocamento do sentido atribuído a pessoas do passado para pessoas do nosso presente). Esta transferência é executada pelo nosso inconsciente. Para a teoria freudiana, esse fenômeno é fundamental para o processo de cura.

 Na Psicanálise, a transferência é um fenômeno que ocorre na relação entre o paciente e o terapeuta, quando o desejo do paciente irá se apresentar atualizado, com uma repetição dos modelos infantis, as figuras parentais e seus substitutos serão transpostos para o analista, e assim sentimentos, desejos, impressões dos primeiros vínculos afetivos serão vivenciados e sentidos na atualidade. O manuseio da transferência é a parte mais importante da técnica de análise.
            A psicanálise é um conjunto de teorias psicológicas e psicopatológicas em que são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico de investigação e de tratamento. A aceitação de processos psíquicos inconscientes, o reconhecimento da doutrina da resistência e do recalcamento e a consideração da sexualidade e do complexo de Édipo são os conteúdos principais da psicanálise e os fundamentos de sua teoria, e quem não estiver em condições de subscrever todos, não devem figurar entre os psicanalistas.

                                   Renata Salviano Araruna

CRPA 05609 -09-DF/BR

Psicanalista – Pedagoga – Terapeuta Floral


[if !supportLists]-->§  [endif]-->Heinrich Racker: Estudios sobre tecnica psicoanaliticaEditora: PAIDOS, ISBN 8475093868

[if !supportLists]-->§  [endif]-->R. Horacio Etchegoyen: Fundamentos da Técnica Psicanalítica - 2ª Edição, Editora: Artmed, 2004, ISBN 8536302062

[if !supportLists]-->§  [endif]-->http://fundamentosfreud.vilabol.uol.com.br/

 

sexta 04 novembro 2011 12:59


Ótima reflexão: Chegar Atrasado, Não Avisar, Não saber Ouvir ou Conversas Paralelas‏

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No ambiente de trabalho, de Estudo ou de Cursos de Qualificação

Às suas atitudes são observadas o tempo todo.

 

          A vigilância vai desde o horário que chega e sai, até naquilo que se faz no desenvolvimento de atividade e no bate-papo com os colegas na hora do café.

          As reuniões não poderiam ser diferentes.

          Apesar do cara a cara com o gestor ser uma situação de altíssima exposição, esse é o momento de apresentar projetos e demostrar suas capacidades e é nele também que muitos profissionais perdem a chance de deixar boa impressão por causa de erros básicos.

          Para ajudar você a evitar problemas diante dos gestores, colegas de trabalho, fornecedores e clientes, o Universia consultou diversos especialistas que apontaram o que pode colocar tudo a perder quando você participa de um encontro corporativo. Confira os dez erros mais cometidos numa reunião!

  

 

Chegar atrasado

"Chegar atrasado, seja qual for o compromisso assumido, é falta de educação. Regra que não muda quando o assunto é reunião de negócios. Atraso é desrespeito com aqueles que compareceram na hora marcada. Lembre-se: o evento geralmente envolve uma série de profissionais e todos eles possuem compromissos alheios ao encontro. Por isso, por mais que tenha trânsito, organize-se para não se atrasar. Em caso de contratempos, ligue para informar o ocorrido e orientar que a reunião comece sem sua participação. Ao chegar ao local do encontro, seja discreto para não atrapalhar o andamento das discussões. Nada de fazer perguntas para saber o que ocorreu anteriormente. O atrasado perde esse direito. Use a pausa para o café para se inteirar dos acontecimentos ou faça isso depois da reunião".

Célia Leão, consultora de etiqueta empresarial e autora do livro Boas Maneiras de A a Z.

 
 

Não se preparar

"De nada adiantaria participar de uma reunião se não há o que contribuir para o seu desenvolvimento. Gastar tempo e dinheiro para fazer volume não é uma estratégia eficiente nem para você, nem para a empresa. Para que de fato o encontro seja produtivo é preciso que os profissionais envolvidos se prepararem para ele. Por isso, ao receber uma convocação, notifique-se sobre os assuntos tratados e os objetivos do evento. Se no convite esses aspectos não estiverem descritos, procure o organizador para esclarecê-los. Com as informações nas mãos, vá atrás de saídas e soluções para que elas sejam apresentadas na reunião. Uma atitude que provavelmente será reconhecida pelo gestor, já que demonstrará iniciativa, empenho, além de dedicação. Caso contrário, a única característica que ficará ressaltada é o desinteresse".

Jean Pierre Marras, consultor de administração de Recursos Humanos e professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

 
 

Não saber quando falar e calar

"Ao participar de uma reunião, é preciso se fazer notar tanto para marcar presença como para expressar sua opinião. No entanto, é fundamental saber quando falar e quando calar. Pedir a palavra para dizer algo que não está ligado à pauta ou para fazer um comentário que nada acrescenta na discussão só para chamar atenção não é uma boa estratégia. Essa intervenção pode prejudicar sua imagem, além de demonstrar desconhecimento e insegurança. O mesmo também acontece quando um profissional sai do encontro sem falar absolutamente nada. Para não errar a mão, a dica é conhecer o ambiente e as pessoas envolvidas e saber ouvir".

Cláudio Edward dos Reis, professor de Psicologia Organizacional da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho). 

 
 

Não ter objetividade

"Não é o tempo de uma reunião que determina sua produtividade. Ao contrário, quanto mais objetivo for o encontro, mais eficiente ele será. O ideal é que o evento tenha não só hora para começar, mas também para acabar, e é fundamental que esses limites sejam cumpridos. Uma responsabilidade que não se restringe apenas ao gestor. Os profissionais participantes também devem ficar atentos ao horário. Todos têm direito de emitir opinião, mas cada um deles tem o compromisso de fazê-lo de forma clara e objetiva. O tempo é um recurso caro, além do mais não é só a sua disponibilidade que está em jogo. Por isso fique atento ao que acontece. Nada de conversas paralelas ou de desviar o foco central da reunião para discutir assuntos que não estão em pauta".

Reinaldo Passadori, especialista em Comunicação Verbal

 
 

Não prestar atenção

"É  extremamente importante prestar atenção em tudo o que é dito na reunião. Afinal, você poderá ser cobrado daquilo a qualquer momento. Em casos de dúvidas, não tenha medo de perguntar. Mas, se as questões não estiverem relacionadas ao assunto pautado, deixe para abordar o gestor ao final do encontro. Para garantir que não esqueça de nada do que foi abordado, anote as orientações. Ao sair da reunião, é recomendável refletir sobre tudo o que foi discutido e traçar os próximos passos profissionais. Se você não seguir as direções do chefe, sua credibilidade pode ser abalada. A realização de uma ata pode ser a bússola que irá nortear as ações dos funcionários e ainda as cobranças do gestor".

Cristiane Cortez, consultora do IBTA Carreiras.

 
 

Não saber ouvir e fazer críticas

"É comum que numa reunião haja confronto de idéias. Mas é preciso ter postura tanto para receber como para fazer críticas. Caso contrário, você pode perder a razão na discussão, além de transmitir aos participantes uma postura de inflexibilidade, agressividade ou até mesmo de chatice. Uma atitude que, ao invés de colaborar com o desenvolvimento da reunião, só tende a atrapalhar. Espere a conclusão de uma idéia antes de pedir a palavra para fazer a intervenção. Saiba aceitar as críticas, pondere os pontos positivos das observações e conclua com a defensiva. Ao fazer críticas, evite as expressões ïmasï e ïnão concordoï, elas abalam a resistência emocional do criticado. Deixe de lado os ataques infundados e as pressões com base em problemas pessoais".

Reinaldo Polito, mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal.

 
 

Ser muito informal ou formal demais

"Há reuniões que permitem e até pedem a informalidade, outras não. Portanto é preciso saber quando ousar ou não na linguagem. Errar na medida pode tornar a reunião improdutiva, além de comprometer a imagem do profissional que não se atentou a esse detalhe. Ele pode ser taxado de arrogante ou descompromissado. O que determina os limites é a lista dos participantes, bem como o objetivo do encontro. Quando é uma reunião de equipe, as gírias e as brincadeiras são permitidas, desde que usadas moderadamente. Agora, se nessa mesma reunião, o presidente da empresa for participar, é preciso tomar mais cuidado. A tática é observar o comportamento de quem convocou o encontro".

Sidneia Palhares, gerente de divisão efetiva da Gelre, empresa de recrutamento profissional.

 
 

Desviar a atenção com posturas corporais

"Alguns comportamentos e posturas podem comprometer o desenvolvimento da reunião. Manias como bater os dedos na mesa, os pés no chão ou abrir e fechar a tampa da caneta repetidamente até podem parecer inofensivas, mas geralmente elas desviam a atenção dos demais participantes e, consequentemente, colocam em xeque o rendimento do encontro. As conversas paralelas, risos, cochichos ou bilhetinhos também devem ser banidos, mesmo quando se referem ao o mesmo assunto do evento. Ou você comenta com todos os participantes ou permanece em silencio. Se a reunião está cansativa e o sono já começa a incomodar, opte por anotar o que está sendo falado. Nada de ficar fazendo desenhos ou mexendo no laptop. Demonstrar desinteresse sobre a reunião pode ser um grande erro, além de transparecer falta de maturidade e comprometimento profissional".

ássima Ferreira, psicóloga e professora da Fundação Dom Cabral.

 
 

Atender o celular

"Não esqueça de desligar o celular. Ao entrar numa sala de reunião, essa é a primeira atitude que deve ser tomada. O toque do telefone móvel no decorrer do encontro pode atrapalhar o ritmo das discussões. Se você espera uma ligação importante, o ideal é avisar o gestor a respeito do ocorrido antes de iniciar a reunião. Nesses casos, opte por deixar o telefone no silencioso. Caso ele toque, não o atenda se abaixando na cadeira. Peça licença e saia da sala".

Igor Schultz, gerente da Page Personnel, filial do grupo Michãl Page International - que faz recrutamento especializado.

 
 

Propagar as informações discutidas na reunião

"Todo e qualquer comentário referente ao assunto pautado deve ser discutido na reunião. Nada de omitir a participação e deixar para tecer opiniões nos corredores. A roupa suja deve ser lavada, passada e guardada no encontro. Há ainda reuniões com caráter sigiloso. Nesse caso, a discrição deve ser ainda maior. Propagar os assuntos discutidos dentro da sala para a empresa não é uma atitude nada ética. Além do mais, o profissional pode perder a credibilidade junto ao gestor".

Fernando Henrique da Silveira Neto, especialista em desenvolvimento gerencial e professor do FGV Management.


quarta 30 novembro 2011 09:31


SENSOPERCEPÇÃO

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SENSOPERCEPÇÃO

Edison Vitalino dos Santos

          A sensação é o ponto de partida para todo ato de perceber. Sob a forma de sensações nossa sensibilidade transporta à esfera consciente as impressões que nos chegam. Para que a percepção se dê é necessário que o estímulo seja dotado de certa carga afetiva potencial. A partir do ato perceptivo são criadas imagens representativas mentais do objeto.

I. FENOMENOLOGIA DO ATO PERCEPTIVO

A sensação (sensibilidade), matéria prima do ato perceptivo, pode ser dividida em:

- sensibilidade externa: consciência do objeto;

- sensibilidade interna: consciência visceral;

- sensibilidade geral: superficial e profunda (refere-se ao sistema osteomuscular e labirinto);

- sensibilidade especial: relacionada aos órgãos dos sentidos.

II. MODALIDADES DE IMAGENS MENTAIS

1. IMAGEM PERCEPTIVA REAL: possui nitidez (imagem clara e bem delimitada), corporeidade (imagem viva, corpórea), estabilidade ( a imagem é fixa) ; extrojeção (o objeto da imagem está fora dos limites do eu) e ininfluenciabilidade voluntária (a imagem não se modifica pela vontade).

2. IMAGEM PÓS-SENSORIAL OU ECO SENSORIAL: - imagem resultante persiste após um estímulo intenso (como acontece quando se olha para o sol e se fecha os olhos).

3. IMAGEM REPRESENTATIVA OU MNÊMICA:- determinada imagem sensorial vivida na memória (introjeção), sem que o objeto esteja presente e por isso possuindo características inversas da imagem perceptiva real.

4. IMAGEM FANTÁSTICA OU FABULATÓRIA: criação da livre atividade imaginativa.

5. IMAGEM ONÍRICA: ocorre nos sonhos (imagem mnêmica e fantástica).

Características: plasticidade, mobilidade, introjeção, ilogismo, intemporalidade.

III. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO

AGNOSIA: o indivíduo não consegue identificar as impressões sensoriais que recebe.

ANESTESIA: ausência de percepção.

HIPERESTESIA: estímulos captados de forma exagerada.

HIPOESTESIA: estímulos captados de forma diminuída.

IV. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS

1. TROCA: mudança de uma sensação comum por outra, em geral desagradável. Cacosmia (odor fétido para perfumes agradáveis); parageusia (paladar fétido para alimentos saudáveis); acantesia (dor para alimentos banais).

2. SINESTESIA: troca da qualidade sensorial por outra. Ver sons ou ouvir cores.

3. DESREALIZAÇÃO: estranheza em relação ao mundo.

4. DESPERSONALIZAÇÃO: estranheza de si próprio.

5. FALSAS PERCEPÇÕES:

a. PAREIDOLIAS: percepções fantásticas em um objeto real (imagens de animais quando se olha para as nuvens, mas o observador sabe que o objeto observado é uma nuvem);

b. ILUSÕES: percepções deformadas do objeto real momentaneamente aceita pelo juízo de realidade.

c. ALUCINAÇÕES: aparecimento de uma imagem na consciência sem um objeto real (imagem alucinatória), com as características de uma imagem perceptiva real e por isso aceita pelo juízo de realidade:

Alucinações Visuais: podem ser elementares (fagulhas, clarões), diferenciadas (figuras, visões), lilipudianas (diminuídas) e guliverianas (gigantes);

Alucinações auditivas: são as mais comuns, podem ser elementares (zumbidos, estalidos) e diferenciadas (vozes). Na esquizofrenia as vozes se dirigem ao paciente (primeira pessoa) e na alucinose alcoólica falam dele (terceira pessoa).

Alucinações olfativas e gustativas: são raras e quase sempre associadas, consistem em cheiros desagradáveis (gás, lixo, animais mortos).

Alucinações táteis: formigamento, picadas, queimaduras, animais repugnantes, relacionadas ao uso de cocaína e anfetaminas.

Alucinações cenestésicas: relacionadas a sensibilidade visceral. Por exemplo, o paciente diz que seu intestino está amolecendo e apodrecendo.

Alucinações sinestésicas: fusão e troca de duas imagens de qualidades sensoriais diferentes. Por exemplo, ver a cor do som.

Alucinações cinestésicas: relacionada aos movimentos.

Alucinações hipnagógicas (ocorre ao adormecer) e hipnopômpicas (ao acordar). Não significam doença, pois podem ocorrer em indivíduos sem doenças psiquiátricas.

d. PSEUDO-ALUCINAÇÕES: não possui projeção no espaço e nem corporeidade. Surge como vozes internas ou imagens internas e podem ocorrer nas mesmas situações das alucinações.

e. ALUCINOSES: possuem projeção no espaço externo e ocorre certa estranheza do paciente quando ao fenômeno perceptivo ocorrido, podem surgir no rebaixamento do nível de consciência e em lesões pedunculares e occipitais, assim como no alcoolismo (por exemplo: alucinose alcoólica).

 

 MEMÓRIA

          Capacidade ou propriedade psíquica de fixar, conservar e reproduzir, evocar ou representar, sob a forma de imagens representativas ou mnêmicas, impressões sensoriais recebidas, transmitidas e conscientizadas sob a forma de sensações.

I. TIPOS DE MEMÓRIA

1. MEMÓRIA IMEDIATA: desaparece facilmente caso o acontecimento não apresente conotação afetiva ou outro tipo de importância.

2. MEMÓRIA DE FIXAÇÃO: guarda fatos ocorridos nos últimos dias ou semanas.

3. MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO: relacionada aos dados mais antigos da vida do paciente.

II. FASES DO PROCESSO MNÊMICO

1. FIXAÇÃO: o fato para ser memorizado de ser dotado de uma carga afetiva potencial (positiva ou negativa).

2. CONSERVAÇÃO: período de latência em que se conserva a imagem mnêmica.

3. EVOCAÇÃO: consiste em um ato consciente e esforço intelectual para trazer ao momento presente uma memória.

4. RECONHECIMENTO: consiste na identificação da imagem evocada como acontecimento pretérito, ou seja, identificada como recordação no quadro da situação atual.

III. LEI DA REGRESSÃO MNÊMICA DE RIBOT

          A perda dos engramas mnêmicos ocorre primeiramente dos fatos recentes para os mais antigos, dos mais complexos para os mais simples, dos menos organizados para os mais organizados.

IV. ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS

1. AMNÉSIA MACIÇA: esquecimento de grande parte ou de todo o passado.

2. AMNÉSIA LACUNAR: comprometimento de fatos limitados do passado (o indivíduo lembra o anterior e o posterior a determinado período de sua vida).

3. AMNÉSIA SELETIVA: refere-se apenas a um determinado tema.

4. HIPERMNÉSIA: aumento da atividade ou capacidade de notação.

5. HIPOMNÉSIA: incapacidade de reter conhecimentos recentes; falsas recordações, paciente cria histórias sem consistência ou duração para preencher lacunas de memória (confabulações). A hipomnésia de evocação pode ser organogênica (caráter progressivo e irreversível geralmente - estados demenciais) ou psicogênica (globais, lacunares ou seletivas - somente para fatos dotados de carga afetiva - todas reversíveis). A hipomnésia de fixação sem hipomnésia de evocação (o indivíduo se lembra de sua infância e não sabe o que comeu no almoço) geralmente é organogênica, podendo ocorrer no delirium e nos quadros demenciais.

V. ALTERAÇÕES QUALITATIVAS

1. ALOMNÉSIAS OU ILUSÕES DE MEMÓRIA - São falsas reminiscências, ou seja, imagens mnêmicas de fatos que aconteceram que são deformadas e falseadas pelo paciente.

2. PARAMNÉSIAS OU ALUCINAÇÕES DE MEMÓRIA - imagens criadas pela fantasia do paciente e que nunca ocorreram.

quarta 23 novembro 2011 07:04


Descubra-se, encontre-se e seja feliz.

Blog de ararunapsicanalista :Psicanálise: A importância de fazer análise., Descubra-se, encontre-se e seja feliz.

 

           {#}   Se cada um de nós parassemos para tentar descobrir quem realmente somos, se deixássemos de ter medo do nosso próprio EU e se ao invés de máscaras mostrassemos a cara sem vergonha do que somos e sem medo das críticas alheias, conseguiriamos viver mais leves, menos travados e com uma enorme redução dos problemas psiquicos. Nosso ser precisa de entendimento e aceitação de nós mesmos, a aceitação do outro será apenas consequência. Alivie sua Alma e faça valer apena o motivo pelo qual você vive!!!

       Que você se encontre e que perceba a importância de fazer análise.

                Um abraço fraternal da amiga: Renata Salviano (ararunapsicanalista)

quinta 04 agosto 2011 05:36


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